Corrente Mediúnica

CONCEITO:
Corrente Mediúnica consiste num conjunto de forças magnéticas que se forma, em dado local, o terreiro, ou local onde se reúna os membros de um corrente mediúnica, onde se juntam com os mesmos pensamentos, objectivos e fundamentos a fim de criar uma vibração em comum.

A CRIAÇÃO DE UMA CORRENTE MEDIUNICA:
Na criação de uma boa corrente mediúnica é fundamental, para além da união de forças mentais, é criação do contacto entre as auras, a fim de se estabilizar uma harmonização das vibração individuais com o fundamento de através da união destas vibrações criar uma vibração única. Assim, cada parte operante, de cada um, contribui para uma força única e comum a todos os membros.
Basta, um pensamento ou um objectivo que não esteja de acordo com o resto dos agentes operantes conduz a que um elo da corrente seja quebrado e torne a corrente fraca ou imprestável. Continue reading “Corrente Mediúnica”

Como os chifres de búfalo vieram a ser utilizados no ritual do culto de Oià-Iansã

Ogum foi caçar na floresta. Colocando-se à espreita, percebeu um búfalo que vinha em sua direcção. Preparava-se para matá-lo quando o animal, parando subitamente, retirou a sua pele. Uma linda mulher apareceu diante de seus olhos, era Iansã. Ela escondeu a pele num formigueiro e dirigiu-se ao mercado da cidade vizinha. Ogum apossou-se do despojo, escondendo-o no fundo de um depósito de milho, ao lado de sua casa, indo, em seguida, ao mercado fazer a corte à mulher-búfalo. Ele chegou a pedi-la em casamento, mas Oiá recusou inicialmente. Continue reading “Como os chifres de búfalo vieram a ser utilizados no ritual do culto de Oià-Iansã”

Iansã e os Eguns

Assim como Nanã e Obaluaê, Iansã também está ligada ao culto dos mortos, dos Eguns. Porém, ao contrário destes, Oyá não determina a vida ou a morte, sua função limita-se em guiar, conduzir, o espírito desde seu desprendimento do corpo até um dos nove Orùns, de acordo com as orientações e/ou julgamento de Olodumaré. Continue reading “Iansã e os Eguns”

Yemanjá

Deusa da nação de Egbé, nação esta Iorubá onde existe o rio Yemojá (Yemanjá). No Brasil, rainha das águas e mares. Orixá muito respeitada e cultuada é tida como mãe de quase todos os Orixás Iorubanos, enquanto a maternidade dos Orixás Daomeanos é atribuída a Nanã. Por isso à ela também pertence a fecundidade. É protectora dos pescadores e jangadeiros. Continue reading “Yemanjá”

Iansã

Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura das mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa terra e também na África, onde é predominantemente cultuada sob o nome de Oiá. É um dos Orixás do Candomblé que mais penetrou no sincretismo da Umbanda, talvez por ser o único que se relaciona, na liturgia mais tradicional africana, com os espíritos dos mortos (Eguns), que têm participação ativa na Umbanda, enquanto são afastados e pouco cultuados no Candomblé. Em termos de sincretismo, costuma ser associada à figura católica de Santa Bárbara. Iansã costuma ser saudada após os trovões, não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mas principalmente porque Iansã é uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, e o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e, consequentemente, da tempestade.
Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada, e ao mesmo tempo feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma desmedida com que exterioriza sua cólera. Continue reading “Iansã”

Ewá

Também conhecida como Ìyá Wa. Assim como Yemanjá e Oxum, também é uma divindade feminina das águas e, às vezes, associada à fecundidade. É reverenciada como a dona do mundo e dona dos horizontes. Em algumas lendas aparece como a esposa de Oxumaré e pertencendo a ela a faixa branca do arco íris, em outras como esposa de Obaluaiê ou Omulu.
Ewá é a divindade do rio Yewa. Na Bahia é cultuada somente em três casas antigas, devido à complexidade de seu ritual. As gerações mais novas não captaram conhecimentos necessários para a realização do seu ritual, daí se ver, constantemente, alguém dizer que fez uma obrigação para Ewá, quando na realidade o que foi feito é o que se faz normalmente para Oxum ou Iansã.
O desconhecimento começa com as coisas mais simples como a roupa que veste, as armas e insígnias que segura e os cânticos e danças, isso quando não dizem que Ewá é a mesma coisa que Oxum, Iansã e Yemanjá. Continue reading “Ewá”