Ogum

Ogum, foi o filho mais velho de Odùduà, fundador de Ifé e de Yemanja. Era um temível guerreiro que lutava contra os reinos vizinhos. Dessas expedições trazia um rico espólio e numerosos escravos. Ogum usava um diadema simples Àkoro ( pequena coroa), e não coroa com missangas que cobriam o rosto como os demais Orixás. Quando Odùduà ficou temporariamente cego Ogum tornou-se regente do reino de Ifé.
Foi casado com Iansã, Oxum e Obá.
Ogum Deus do ferro, do fogo e da tecnologia, protector dos metalúrgicos ferreiros e operários.

AMORES
Ogun foi o primeiro marido de Oia, antes desta se tornar esposa de Xango. Oxum antes de ser esposa de Oxossi e Obá terceira mulher de Xango antes teria sido também esposa de Ogum.
Oia era quem manejava o fole para que Ogum trabalhasse o ferro na forja. Xango que gostava de observar Ogum foi galanteando Oia que acabou por fugir com ele. Foram perseguidos por Ogum que ao encontra-los lutou com Oia e com sua espada a dividiu em 9 e assim ganhou o nome de Iansa, esta por seu lado usou a espada que o próprio Ogum lhe oferecera e o dividiu em sete, este recebeu o cognome de Megê.

ASSIM 7 É O NÚMERO MÁGICO DE OGUN
Ogun Megê, Ogunjá, Ogun Onirê, Ogun Akorõ, Ogun Alagbedê, Ogun Omini e Ogun Wari.
É também conhecido como Rompe Mato, Beira Mar, Iara, Naruê, Naô…
Ogun era muito afeiçoado a Exu, dizem algumas lendas seriam irmãos gémeos. Irmão de Oxossi Orixá da caça, viveu com ele durante algum tempo e lhe deu as armas para que este caçasse.
É o Orixá da civilização e da técnica.

ARQUÉTIPO
Os filhos de Ogun são pessoas práticas, orgulhosas e altivas e por vezes tornam-se violentas. São líderes por natureza e gostam de se destacar dentro de um grupo. Organizados e metódicos são discretos e óptimos ouvintes. Adoram agradar e amam um bom elogio.

UMA OUTRA LENDA SERIA:
Um dia Ogun resolveu voltar à sua terra para visitar seu filho, após uma longa viagem deparou-se com uma cerimónia religiosa, na qual se exigia silêncio absoluto. Completamente esquecido dessa cerimónia saiu pelas ruas tentando falar com toda a gente, mas ninguém lhe respondia, irritado com fome e sede circulou pela cidade sentindo-se desprezado encontrou vários potes de vinho mas ao abri-los estavam vazios ficando mais irritado ainda. Então começou a desbravar tudo o que lhe aparecia à frente. Com a sua espada todos foram degolados.
Passada a cerimónia seu filho lhe explicou o sucedido, e Ogun perdidamente arrependido pegou na sua espada e cravou-a no chão com imensa força.
Ouviu-se um grande estrondo e Ogun desapareceu nas entranhas da terra, tornando-se assim Orixá.

Teófilo Pereira
Jornal Exercito de OXALÁ Agosto 2009

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