Xangô

Cor                                    Marron (vermelho e branco)
Símbolo                           Machado (Oxé)
Pontos da Natureza     Pedreiras
Flores                               Cravo vermelho e brancos
Essência                          Cravo (flor), Pedra – Meteorito, pirite, Jaspe
Dia semana                    Quarta feira
Elemento                        Fogo
Bebida                              Cerveja preta
Comidas                          Agebô, Amalá
Número                           12
Data comemorativa    24 Junho ou 29 Junho
Sincretismo                   S. José, S. Pedro, Moisés, S. João Batista, S. Jerónimo.

Xangô é miticamente um Rei, alguém que cuida da administração do Poder e, principalmente da justiça.
Suas decisões são sempre consideradas sábias e ponderadas, hábeis e correctas. Ele é o Orixá que decide sobre o Bem e o Mal. Ele é o Orixá do Raio e do trovão. O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado com duas lâminas, o “OXÉ”, que indica o poder de Xangô, corta em duas direcções opostas. O administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado.
Xangô tem um mau relacionamento com a morte. Se Nana é como Orixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os espíritos dos seres humanos mortos, Eguns. Xangô é o que mais a detesta e teme. Tudo o que se refere a estudos, a demanda judicial, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô.
Xangô tem 3 esposas, Obá a mais velha e menos amada; Oxun que era casada com Oxossi e, por quem Xangô se apaixona e faz com que ela abandone Oxossi; e Iansã que vivia com Ogun e que Xangô raptou.
Historicamente Xangô teria sido o terceiro Aláafin Oyó, filho de Oranian e Torosi e teria reinado sobre a cidade de Oyó (Nigéria), o que conseguiu após destronar o próprio meio-irmão Dada Ajaká com um golpe militar.
Conta a lenda que ao ser vencido por seus inimigos, refugiou-se na floresta, sempre acompanhado da fiel Iansã, enforcou-se e ela também. Seu corpo desapareceu debaixo da terra num profundo buraco, do qual saiu uma corrente de ferro – a cadeia das gerações humanas. E ele se transformou num Orixá.
No seu aspecto divino é filho de Oxalá, tendo Iemanjá como Mãe.
Todos os dias encontramos Xangô nos fóruns, ministérios políticos, lideranças sindicais, associações, movimentos políticos, nas campanhas e partidos políticos.
Xangô é a ideologia, a decisão, a vontade e iniciativa. É a rigidez, organização, o trabalho, a discussão pela melhoria, o progresso social e cultural, a voz do Povo, a vontade de vencer.
Para Xangô, a Justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale a pena: O respeito pelo Rei é Mais importante que o medo.
Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de actuação é a razão, despertando nos seres o seu equilíbrio e equidade, já que só despertando para os reais valores da vida se processa um fluir continuo.
Os filhos de Xangô são extremamente enérgicos, autoritários, gostam de exercer influencia nas pessoas e dominar a todos, são lideres por natureza, justos, honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável.
A dança preferida de Xangô faz-se ao som do alujá, um ritmo, quente, rápido, que expressa força e realeza, recordando através do dobrar vigoroso do rum, os trovões dos quais Xangô é o Senhor. No decurso das suas danças, Xangô brande com orgulho o seu Oxé (machado duplo) e assim que a cadencia acelera, faz o gesto de quem vai pegar pedras de raio num labá (saco imaginário) e lança-as sobre a Terra.

Teoper
Jornais Exercito de OXALÁ Julho 2010

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